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Quatro
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Quatro
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sonora Thalma de Freitas entrevista com a artista utilizada na matéria sobre a "Orquestra Imperial", para a (More) entrevista com a artista utilizada na matéria sobre a "Orquestra Imperial", para a AF de Jornalismo On-line.
"Orquestra Imperial"
Projeto musical reúne artistas de diferentes gerações
Bailes animados, sambas clássicos e o velho ambiente característico das gafieiras integram o universo criativo da "Orquestra Imperial". O grupo é composto pela junção de mais de dezoito cantores e instrumentistas envolvidos no mesmo ideal: o de dar vazão ao gosto pela boa música.
Fazem parte do projeto, gente do calibre de Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, Moreno Veloso, Nina Becker e a cantora e atriz Thalma de Freitas, além de renomados instrumentistas como os produtores e fundadores do projeto Berna Ceppas (teclados e percussões) e Kassin (contra-baixo), e também o baterista Domenico, os guitarristas Nelson Jacobina (parceiro de Jorge Mautner), Max Sette (trompete e flugelhorn), Rodrigo Bartolo (Arnaldo Antunes e Duplex) e Pedro Sá (Caetano Veloso), o trombonista Bidu Cordeiro (Paralamas e Reggae B) entre outros nomes da MPB. A Orquestra Imperial ganhou, recentemente, a alcunha carinhosa de "O.I.".
Pode-se dizer que a Orquestra Imperial é um desses fenômenos cariocas da música brasileira que começam meio que de brincadeira e acabam se tornando grandes sucessos de público e crítica. A Orquestra Imperial surgiu de um antigo sonho de seus integrantes: participar de uma orquestra de gafieira, nos moldes da celebrada "Orquestra Tabajara". Ela retoma e reformula elementos comuns a antigas orquestras de baile, desde os figurinos dos músicos, passando pelo set list e a extensa duração das apresentações.
Segundo a matéria publicada na Revista Bravo de novembro de 2006, das antigas orquestras (que imperaram entre as décadas de 1930 e 1960), a pernambucana Tabajara, apontada como pioneira, é uma das únicas que continuam ativas. O lendário Severino Araújo, de 88 anos, que entrou para o grupo em 1937, quatro anos após sua fundação, ainda rege os músicos em eventos e gravações de discos. Pelas contas do maestro, a Tabajara já animou mais de 13,5 mil bailes. Como sobrevivente da primeira leva, Severino arrisca um palpite para o quase sumiço desse tipo de formação. Para ele quem mantinha as orquestras eram os cassinos, as rádios, as TVs e os clubes. Mas, os cassinos fecharam, as rádios dispensaram os músicos, as TVs seguiram os passos das rádios, e os clubes estão faliram.
O crooner Rodrigo Amarante não sabe explicar o sucesso alcançado pela Orquestra Imperial. Em meio a tantas bandas com visibilidade na mídia, a orquestra nunca se movimentou no sentido de procurar algum tipo de divulgação, toda a repercussão atingida foi conseguida praticamente no boca a boca.
Elogios ao grupo são muitos, apesar da existência de veladas críticas à O.I. Para o produtor Berna Ceppas, não há pretensão de lançar movimento artístico ou estético. Eles fazem apenas o que proporciona prazer. Segundo ele, para a maioria dos membros, a O.I. é o segundo projeto, o plano B. Eles se reúnem e tocam aquelas músicas, sem a precisão que o estilo gafieira determina. "Somos uma banda pop produzindo algo despretensioso", disse o produtor.
Ouça o programa de rádio, Made in Brazil, produzido pelos alunos do sexto período de Jornalismo (Uni-BH): MADE IN BRAZIL (Less)
sonora com Rodrigo Amarante Entrevista com o cantor feita para a matéria sobre a "Orquestra Imperial", em AF de (More) Entrevista com o cantor feita para a matéria sobre a "Orquestra Imperial", em AF de Jornalismo On-line.
"Orquestra Imperial"
Projeto musical reúne artistas de diferentes gerações
Bailes animados, sambas clássicos e o velho ambiente característico das gafieiras integram o universo criativo da "Orquestra Imperial". O grupo é composto pela junção de mais de dezoito cantores e instrumentistas envolvidos no mesmo ideal: o de dar vazão ao gosto pela boa música.
Fazem parte do projeto, gente do calibre de Rodrigo Amarante, do Los Hermanos, Moreno Veloso, Nina Becker e a cantora e atriz Thalma de Freitas, além de renomados instrumentistas como os produtores e fundadores do projeto Berna Ceppas (teclados e percussões) e Kassin (contra-baixo), e também o baterista Domenico, os guitarristas Nelson Jacobina (parceiro de Jorge Mautner), Max Sette (trompete e flugelhorn), Rodrigo Bartolo (Arnaldo Antunes e Duplex) e Pedro Sá (Caetano Veloso), o trombonista Bidu Cordeiro (Paralamas e Reggae B) entre outros nomes da MPB. A Orquestra Imperial ganhou, recentemente, a alcunha carinhosa de "O.I.".
Pode-se dizer que a Orquestra Imperial é um desses fenômenos cariocas da música brasileira que começam meio que de brincadeira e acabam se tornando grandes sucessos de público e crítica. A Orquestra Imperial surgiu de um antigo sonho de seus integrantes: participar de uma orquestra de gafieira, nos moldes da celebrada "Orquestra Tabajara". Ela retoma e reformula elementos comuns a antigas orquestras de baile, desde os figurinos dos músicos, passando pelo set list e a extensa duração das apresentações.
Segundo a matéria publicada na Revista Bravo de novembro de 2006, das antigas orquestras (que imperaram entre as décadas de 1930 e 1960), a pernambucana Tabajara, apontada como pioneira, é uma das únicas que continuam ativas. O lendário Severino Araújo, de 88 anos, que entrou para o grupo em 1937, quatro anos após sua fundação, ainda rege os músicos em eventos e gravações de discos. Pelas contas do maestro, a Tabajara já animou mais de 13,5 mil bailes. Como sobrevivente da primeira leva, Severino arrisca um palpite para o quase sumiço desse tipo de formação. Para ele quem mantinha as orquestras eram os cassinos, as rádios, as TVs e os clubes. Mas, os cassinos fecharam, as rádios dispensaram os músicos, as TVs seguiram os passos das rádios, e os clubes estão faliram.
O crooner Rodrigo Amarante não sabe explicar o sucesso alcançado pela Orquestra Imperial. Em meio a tantas bandas com visibilidade na mídia, a orquestra nunca se movimentou no sentido de procurar algum tipo de divulgação, toda a repercussão atingida foi conseguida praticamente no boca a boca.
Elogios ao grupo são muitos, apesar da existência de veladas críticas à O.I. Para o produtor Berna Ceppas, não há pretensão de lançar movimento artístico ou estético. Eles fazem apenas o que proporciona prazer. Segundo ele, para a maioria dos membros, a O.I. é o segundo projeto, o plano B. Eles se reúnem e tocam aquelas músicas, sem a precisão que o estilo gafieira determina. "Somos uma banda pop produzindo algo despretensioso", disse o produtor.
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